sexta-feira, 19 de maio de 2017

Acontecências: "Sem Lenço e sem Documento" por Vilma Belfort

SEM LENÇO E SEM DOCUMENTO 

Acontecem coisas todos os dias. Berra o noticiário sem que talvez estejamos atentos, a voz do locutor é assídua e ácida em revelar os fatos do mundo e sem querer estamos nesse emaranhado de ocorrências. acontecem coisas todos os dias desde os primórdios... Ganhamos uma inesperada companhia, sempre , de algo imprevisto e estarrecedor pelo qual exclamamos surpresos. E, tudo, repentinamente,meus olhos desviaram a atenção para uma banal acontecimento galvanizado por autoridades,políticos e etc. Esta seria minha surpreendente companhia matinal de um artigo de um grande jornal da capital. Sim, estou na capital,estou querendo ou sem querer no mundo, aquilo veio em minha direção num espalmar de páginas abertas. Policiais do Rio de Janeiro, recentemente, foram vistos em uma operação policial usando “um lenço palestino”, o “keffiyeh”, este era o busílis da questão. E, isto gerou uma imensa polêmica, a substituição desse lenço pelo balaclava(toca ninja). Até o cônsul de Israel lamentou o uso associado à violência e ao povo palestino. Mas este mesmo lenço é um símbolo visto em protestos no mundo inteiro.O cônsul ainda frisou que este “símbolo” só deveria ser usado respeitosamente em causas de interesse palestino. Apenas um lenço....Nefertiti foi a primeira mulher na História a usar um lenço em 1350 A.C.o misterioso lenço que a rainha usava era conhecido como “khat. Paradoxos à parte, lenços de todas as origens,portugueses, franceses,espanhóis,um lenço o pivô de uma página inteira de um jornal, afora a barbárie que se vive, o lenço noticioso como reportagem de primeira. Como o homem é cruel com suas próprias ideias,como um adereço de defesa,de protetividade pode clamar opiniões diversas e inversas,como tudo pode gerar ódio,apenas um lenço...Queria eu estar saindo do mar, sem lenço e sem documento...